A escassez de insulina regular e de insulina de ação
prolongada no mercado brasileiro acendeu uma luz de alerta nos hospitais
associados à Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado
de Goiás (Ahpaceg). Desde meados de 2024, a rede hospitalar privada vem
enfrentando dificuldades com o abastecimento do produto e a situação se agravou
neste mês.
Com uma demanda média de 100
unidades de NPH (insulina de ação prolongada) e de 100 unidades de insulina regular,
por trimestre, a Ahpaceg já convive com a ameaça de ter a assistência aos
pacientes comprometida pela falta do produto, essencial para o tratamento de
pacientes diabéticos.
Em ofício enviado na terça-feira,
18, à ministra da Saúde, Nísia Trindade, e à diretoria da Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (Anvisa), o presidente da Ahpaceg, Haikal Helou, ressalta
a necessidade urgente de uma solução para o problema de desabastecimento.
“Estamos em contato constante com fornecedores e
distribuidores para buscar alternativas que minimizem os transtornos causados e
trabalhamos para regularizar o fornecimento o mais breve possível. No entanto,
até o momento, não há previsão concreta para a normalização dos estoques”,
afirma o presidente.
No final de novembro de 2024, o Conselho Federal de Medicina
(CFM) já tinha alertado o Ministério da Saúde sobre o problema, exigindo uma
ação imediata para solucionar a falta de insulina no Brasil e a adoção de todas
as medidas necessárias para normalizar o fornecimento nas redes pública e
privada. Mas, o abastecimento continua comprometido.
A causa do problema está na suspensão temporária e global do
fornecimento do Novolin R (insulina regular) e do Novolin N (insulina NPH, de
ação prolongada) pela indústria Novo Nordisk, fornecedora do mercado
brasileiro.